Estação Mistério


22/07/2009


borboletas

tremem, pequenas as asas

do mínimo ser em vida e cor

pequeno é o tempo que lhe resta

para sentir o olor

e a dor


mistura os ares com o disparar

paira em solilóquio no ar

vence a chuva pelo azul

e cai, linda, no mar


quando a natureza a ela se habitua

vem de pronto a esquecida agrura

parte ela sem aviso

vai embora ao seu feitio

de viver sem compromisso.

Escrito por Rodolfo Araújo às 10h27
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