sopra o fole
à procura do ar
sangra a nota
em seu lírico brado
de dor
busca na noite
o lamento
quer para si o açoite
tormento
fincado pela agudez do violino
pensa
suspira novamente na noite
densa
inspira saias rodadas
e um cinza flutuante
que paira
vem a mim o sussurrar
como âmbar, prende
como saliva, preenche
fincam e respiram
violino, bandoneón
bandoleiros
empoeirados
sedutores puídos
sorrisos contidos
outrora
a glória
hoje, memória




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