Nossos
(vazios) (vazios)
preenchem-se
Nossos
(vazios) (vazios)
preenchem-se
um azul tão meu por entre as frestas
perfume de madeira, cor de inverno
novelos rubros por onde gritam sonhos
roucos, desejosos, fulgurantes
num instante, aparece
rompante e bela, adormece
funde-se a meus braços, poesia
respira aliviada, fugidia
tem na minha carne a morada
oásis em meio à jornada amarga
lúgubre, áspera
plena de ares urbanos
cinzas, duros
rasga o asfalto com os pés brancos
rompe a membrana da pureza
castas solas imaculadas
nas frias superfícies da tristeza
caminhe, menina, caminhe
há um sol sob as cobertas
sonhe enquanto possa
a vida é bossa,
a vida é bossa.
Encrucijada
de voces, miradas, notas
baila, vecina, despacio
melancolicamente sangra en la carne
suspira dentro de los oídos el gemido endémico
de la ternura
buenísimos aires, fusión de rosa y plata
multicolorido amor que se extende
mar naranja
ampliado
mezcla
sol
idificado
vida mía que emerge
urgente, grita
adormece detrás de las grietas
largas puertas y paredes
a guardar el pecado exterior
en el interior del infinito horizonte
a residir en nuestras pieles.
Estar além de mim, o que quero
sentir-me à margem da própria pele
respirar-me, olhar-me, expandir-me
ver-me exposto
deixando cair pelas bordas
os signos, os lírios, os beijos
quero falar, quero gritar, bradar
seja lá qual o volume
seja lá para quem
fazer-me ouvir
não ser ninguém


Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 26 a 35 anos